Notícia Aberta
2008-2010 Ampliação de capacidade da DF-085 (Estrada Parque Taguatinga – EPTG)
Vista aérea da EPTG. Foto_ Francisco Janderlan
Realizada entre 2008 e 2010, a ampliação da capacidade da EPTG (DF-085) destacou-se como uma das obras de mobilidade mais relevantes do Distrito Federal nas primeiras décadas do século XXI. A intervenção foi decisiva para melhorar o fluxo de veículos entre o Plano Piloto e regiões como Taguatinga, Águas Claras, Vicente Pires, Guará e Samambaia.
Contexto e justificativa
Nos anos 1990 e início dos 2000, a EPTG consolidou-se como um dos maiores gargalos viários do DF. Projetada com apenas duas faixas por sentido, a via já não comportava o ritmo acelerado de crescimento urbano. O boom imobiliário em Águas Claras intensificou ainda mais sua utilização como principal acesso ao centro da capital. Sem alternativas eficientes de transporte coletivo, milhares de pessoas dependiam do automóvel particular, agravando a sobrecarga da via.
Integrada ao programa Brasília Integrada, a obra contemplou a duplicação das pistas, que passaram a contar com três faixas por sentido, em alguns trechos com pavimento rígido. Foram implantadas vias marginais para separar o tráfego local do de passagem, além de uma ciclovia contínua ao longo de toda a via. A criação do BRT EPTG (Expresso DF Sul), com faixa exclusiva à esquerda para ônibus articulados, conectou Taguatinga ao Eixo Rodoviário. Também foram construídos viadutos e passagens subterrâneas que facilitaram cruzamentos estratégicos, como os entornos do Pistão Sul e da interseção com a EPVP.
Benefícios gerados
Entre os principais ganhos estiveram a redução significativa no tempo de deslocamento — com economia de até 30 minutos diários para muitos usuários — e o aumento da fluidez viária, inclusive nos horários de pico. A integração com o transporte público melhorou com a faixa exclusiva do BRT, enquanto a valorização imobiliária nas regiões adjacentes, especialmente em Águas Claras e Vicente Pires, foi evidente. A inclusão de ciclovias, passarelas e faixas acessíveis também estimulou formas alternativas de mobilidade.
A ampliação da EPTG marcou uma transformação profunda em sua estrutura, convertendo uma via obsoleta em um corredor urbano mais eficiente, com espaço para múltiplos modais e melhor fluidez. No entanto, a intervenção revelou que obras físicas, isoladas de políticas complementares, são insuficientes para reverter a centralidade do carro. A plena integração dos modais, o incentivo efetivo ao transporte coletivo e a manutenção continuada da infraestrutura seguem como desafios a enfrentar.